Trabalhadores e Sindicato questionam punições na Replan por motivo de greve

Trabalhadores da Replan estão organizando um movimento contra as punições abusivas, aplicadas pela gerência da refinaria em função da greve da categoria, iniciada nos primeiros minutos do dia 30 de maio.
Dois petroleiros receberam advertência e tiveram o dia de serviço descontado por não terem comparecido aos seus postos de trabalho no turno da zero hora do dia 31, logo após o encerramento da greve. Diante dessa arbitrariedade, o Sindicato está analisando medidas judiciais cabíveis contra a empresa.
Um dos trabalhadores advertidos alegou que recebeu a informação do fim da greve às 23h, 10 minutos após a passagem da van em seu ponto, e não tinha combustível no carro para se deslocar até a refinaria, em virtude do desabastecimento provocado pela greve dos caminhoneiros.
Para a direção sindical, os casos deveriam ser tratados pela gerência somente como falta comum ao trabalho, não sendo passíveis de qualquer punição.
Os trabalhadores, entretanto, foram punidos duas vezes pela mesma falha. A Replan justificou ao Sindicato que as punições foram orientações corporativas e, portanto, não havia o que ser feito localmente.
Indignados com a conduta da empresa, que se utiliza do tratamento arbitrário para tentar amedrontar e fragilizar a organização da categoria, os trabalhadores prometem se mobilizar caso a gerência se negue a rever as punições.
O Sindicato já está conversando com os petroleiros, para organizar a resistência contra essa situação abusiva.
Além da Replan, também foram aplicadas punições devido à greve de advertência a trabalhadores da Repar e Regap. Os sindipetros Unificado, Paraná e Minas Gerais estão avaliando as providências legais que serão tomadas para reverter as arbitrariedades.

Não aceite pressão
Esse tipo de punição é uma forma de intimidação da classe trabalhadora, quando ela se mobiliza pelos seus direitos, como foi durante o movimento do dia 30.
A direção do Sindicato orienta que isso ocorrer em outras unidades, por qualquer motivo, comunique à entidade, não aceite pressão, o Sindicato está do seu lado para te ajudar e proteger os direitos dos petroleiros e petroleiras de se manifestarem.