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Reestruturação da área de Comunicação parece jogo de cartas marcadas

A Petrobrás iniciou em junho um processo de reestruturação no setor de Comunicação da empresa, que começou com uma seleção de gerentes e, em seguida, de gerentes setoriais. Esse processo, composto por “ondas”, seria aparentemente democrático, por possibilitar a participação de todos, mas se mostrou mais um marketing gerencial do gestor “ex-Shell” do que uma seleção democrática verdadeira, pois mantiveram praticamente as mesmas pessoas apenas alternando as áreas. Ao final, tudo pareceu ser apenas um jogo de cartas marcadas, pois, em seguida, aconteceu praticamente a mesma coisa com os gerentes setoriais e coordenadores. A impressão que ficou foi de uma grande perda de tempo para todos, pois essas mudanças poderiam ter sido feito de forma direta, sem firulas.
A pior parte, logicamente, sobra para o empregado sem função gratificada, que se inscreveu para pleitear uma vaga sem nenhum tipo de garantia. Após o preenchimento de um sistema de pesquisa, no qual empregado pode selecionar até cinco opções de vagas, as inscrições são avaliadas pelo gerente, que pode, ou não, escolher entrevistar esse empregado. Em seguida, uma comissão de gerentes de primeira linha avalia as escolhas dos empregados, gerentes setoriais e coordenadores. Ou seja, todos têm que passar pelo crivo gerencial.
Isso tem deixado os trabalhadores com os nervos à flor da pele. “Esse clima de incertezas, incentivado por quem veio do setor privado, é ótimo para eles chegarem onde querem: um ambiente extremamente competitivo, desleal e com empregados individualistas”, avalia um trabalhador, que preferiu não se identificar.

Áreas de São Paulo
Em São Paulo, o processo prevê o redimensionamento das posições no Edisp, Edisa e nas refinarias – confira no quadro acima como irá ficar.
Mesmo com a possibilidade de vagas flexíveis, na qual o empregado é lotado em uma vaga de processo gerido na sede, mas realizado no imóvel atual, é provável que alguns trabalhadores possam ser realocados de suas áreas ou de cidades, por interesse unilateral, o que trará a esses trabalhadores e suas famílias uma penalização sem precedente em nossa empresa.
O Sindicato está atento a qualquer excesso, perseguição ou ação natureza que possa prejudicar os trabalhadores.
Se o processo fosse transparente e democrático, a primeira coisa que deveria ter sido feita por este gestor do “concorrente”, seria apresentar o plano à FUP e aos sindicatos para debater de forma transparente com os trabalhadores. Fique atento e denuncie qualquer abuso ou prejuízo.