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Notícias da semana: lucro bancário, adulteração de mapas, famílias endividadas

Lucro bancário

O banco Santander é um conglomerado financeiro mundial, com milhares de agências espalhadas pelos cinco continentes. Com tamanha abrangência é de se supor que seu lucro global seja pulverizado pelas dezenas de países, lucrando mais em mercados europeus e norte-americanos. Engano! Apenas o Brasil contribuiu com 26% do lucro mundial da instituição espanhola, ou seja, mais de um quarto de tudo que o banco lucrou no planeta veio da extorsão sobre os brasileiros. Em 2018, o lucro líquido do Santander Brasil atingiu R$ 12,166 bilhões, alta de 52% na comparação com 2017. O Itaú obteve no período lucro líquido de R$ 24,977 bilhões, o maior resultado já registrado por um banco brasileiro. O Bradesco, com lucro de R$ 5,009 bi,  fecha a trinca de exploradores.

 

Famílias endividadas

Se os bancos vão muito bem, obrigados, o mesmo não se pode de seus clientes. Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), divulgada dia 5fev pela Confederação Nacional do Comércio, mostra que aumentou para 60,1% o percentual de famílias endividadas. O total de inadimplentes como “nome sujo” ficou praticamente estável, atingindo 22,9% em janeiro, contra 22,8% em dezembro do ano passado.

 

Menos que o mínimo

O governo Bolsonaro pretende criar regras diferenciadas para quem recebe Benefício da Prestação Continuada (BPC), concedido a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda. A principal mudança é que o valor do pagamento não ficará atrelado ao salário mínimo, ou seja, em médio prazo será achatado para um valor inferior ao de um salário mínimo. Para receber o benefício será preciso comprovar renda mensal per capita familiar do requerente, que deverá ser inferior a um quarto de salário mínimo e Não será possível acumular esse benefício com outro pagamento assistencial. A proposta também pretende restringir o pagamento do abono salarial aos trabalhadores que recebem um salário mínimo por mês. Atualmente, o abono é pago a todos que recebem até dois salários mínimos.

 

Castello vende tudo

Em entrevista ao jornal Valor Econômico, o presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco deixou claro para que foi posto no comando da maior empresa do país. Ao ser perguntado se haveria alguma refinaria inegociável, respondeu: “Não existe nada inegociável, tudo depende do preço. Não tenho paixão por nenhum ativo. Aliás, tenho paixão por ativos de classe mundial. Esses [ativos] devem ser a nossa paixão. O pré-sal, por exemplo, é uma paixão. Não temos apego a ativos. O setor de petroquímica não é para nós um ‘core’. Pelo acordo de acionistas da Braskem, estamos no banco traseiro. Ela [LyondellBasell] é obrigada a nos oferecer o mesmo preço, estender a oferta. Vamos decidir se vai ser interessante para a Petrobras ou não. Queremos sair da petroquímica, mas não a qualquer preço”.

 

Segunda condenação de Lula

A juíza Gabriela Hardt, da Justiça Federal de Curitiba, condenou o ex-presidente Lula a 12 anos e 11 meses de reclusão no processo que investigava o Sítio de Atibaia. A condenação ocorre em primeira instância, baseada em delações premiadas de réus da Lava Jato. Cabe recurso. O PT organizou atos em diversos estados contra mais essa condenação de Lula. Enquanto Lula continua como preso político, Aécio, Temer, Serra, Onix, Flávio e tantos outros…

 

Assembleia centrais

Depois de diminuir o valor do salário mínimo, o governo Bolsonaro ataca a aposentadoria dos trabalhadores do campo e da cidade. Já está no Congresso a Medida Provisória (MP) 871/2019, que pode acabar com a aposentadoria dos trabalhadores rurais. Até o fim deste mês deve enviar uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) com novas regras para os trabalhadores da iniciativa privada. Nos dois casos, mais pobres, que começam a trabalhar mais cedo, serão os mais prejudicados. Contra mais esse retrocesso, as centrais sindicais organizam, dia 20 de fevereiro, às 10h., na Praça da Sé, em São Paulo, a Assembleia Nacional em defesa da Previdência Pública e Contra o Fim da Aposentadoria!

 

Mapas adulterados

Matéria do site The Intercept informa que Ricardo Salles, à época Secretário de Meio Ambiente de São Paulo, solicitou alterações no mapa do Plano de Manejo da Várzea do Rio Tietê, a pedido da Fiesp, que desejava rever o zoneamento de duas regiões específicas às margens do rio – uma entre as cidades de São Paulo e Suzano e a outra entre Barueri e Santana de Parnaíba. O Ministério Público foi acionado e Salles condenado por improbidade administrativa, com multa de dez vezes o seu salário na época, e teve seus direitos políticos suspensos por três anos. A condenação saiu no dia 18 de dezembro de 2018. Duas semanas depois, ele assumiu o cargo de ministro do Meio Ambiente na gestão de Jair Bolsonaro.

 

Menos médicos

O governo federal decidiu encerrar o Programa Mais Médicos e substituí-lo por um novo projeto, ainda em planejamento e que será apresentado “em breve” pela gestão Bolsonaro, de acordo com o jornal EL PAÍS. A informação foi dada por Mayra Pinheiro, secretária de gestão no trabalho e educação em saúde do Ministério da Saúde, cargo responsável pelo Mais Médicos. Segundo ela, a ideia é que o último ciclo de vagas abertas se encerre nesta semana. E, a partir disso, não sejam feitos novos editais. Os médicos que atuam pelo programa poderão continuar em seus postos de trabalho até o final de seus contratos, que tem duração de três anos.