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Após acidente operacional, petroleiros decidem que só farão troca de turno se houver segurança

A grave ocorrência registrada na Refinaria de Paulínia na quarta-feira, dia 1, e que poderia ter resultado em uma tragédia, deixou os petroleiros ainda mais preocupados com a situação de perigo dentro da empresa. Em assembleias, realizadas na porta da Replan, os trabalhadores da produção e da área administrativa estão aprovando, por unanimidade, que a troca de turno só seja efetivada se houver total condição de segurança para os operadores.
Em reunião com os gerentes de RH, produção e SMS (Segurança, Meio Ambiente e Saúde), a direção do Sindicato cobrou que a retomada operacional das unidades seja feita com todo cuidado e atenção necessários para que não haja riscos aos trabalhadores. “A gerência nos garantiu que tudo está sendo feito com critérios, dentro das normas de segurança e com monitoramento in loco”, afirmou o diretor do Unificado Itamar Sanches.
Os gerentes informaram que o funcionamento da Replan estaria normalizado até a segunda-feira, 6. Algumas unidades já encontram-se em operação, mas ainda não estão processando a carga plena. “É muito importante que, a partir de agora, os trabalhadores sejam os fiscais de todo esse processo e confirmem se realmente as partidas das unidades estão ocorrendo com a devida segurança, como deve ser”, destacou Sanches.
Os dirigentes do Sindicato definiram uma escala de plantão, para acompanhar as trocas de turno na refinaria, que acontecem às 7h30, 15h30 e 23h30. “Se o grupo entrar e observar qualquer possibilidade de risco à integridade e a à vida, vamos parar os trabalhadores. Se não houver segurança na retomada do processo operacional, faremos o corte de rendição”, alertou o diretor Arthur Bob Ragusa.
O Sindicato também solicitou aos gerentes da Replan a participação na comissão que vai investigar as causas da parada de emergência. O incidente foi causado pelo rompimento de uma tubulação do sistema de ar comprimido, responsável pela operação de muitos equipamentos da refinaria, o que ocasionou o descontrole do craqueamento (processo de quebra das cadeias de carbono do petróleo) e a reversão do fluxo da carga dessa unidade.
“Foi uma sorte muito grande essa nuvem inflamável não ter encontrado uma fonte de ignição. Isso poderia ter causado um incêndio ou uma explosão de grandes proporções, que afetaria não só a refinaria, mas toda a região e, principalmente, a circunvizinhança”, declarou Bob. Além disso, segundo ele, havia fumaça tóxica, com chances de contaminação do ar e solo.