As muitas imagens de um mesmo sonho

 

Mudamos a relação do Estado com os movimentos sociais, afirma Lula na abertura do FSM

O segundo dia do 10º Fórum Social Mundial foi marcado pela presença do presidente Lula, que discursou por 56 minutos para uma plateia de aproximadamente 3 mil pessoas, que lotava o Gigantinho, estádio do Internacional.

Após as falas do presidente da CUT, Artur Henrique, e da ativista uruguaia e ex-presa política, Lilian Celiberti, Lula iniciou seu discurso sob gritos de "Lula, guerreiro do povo brasileiro", afirmando que o Fórum Social está "mais maduro" do que em 2003, quando participou pela primeira vez como presidente do Brasil.

Ao fazer um balanço de seus dois mandatos, Lula disse "haver uma diferença fundamental entre o que se sonha a vida inteira em fazer e o que consegue realizar quando está no governo", mesmo assim, considerou que o grande mérito de seus governos foi mudar a forma como o estado se relaciona com os movimentos sociais. Citou a realização de 60 conferências dos mais diversos ramos e a abertura do Palácio da Alvorada para receber líderes de movimentos sociais.

Lula ainda citou as dificuldades do encontro de Copenhague (ocorrido no final de 2009) de se chegar a um acordo sobre as emissões de CO2. "Os Estados Unidos e a Europa queriam jogar a responsabilidade sobre a China, ora um país que polui o planeta a 200 anos tem que ter uma responsabilidade maior do que quem poluiu há dois, há dez anos", afirmou o presidente, destacando que "cada país que trate de limpar a sua sujeira, o Brasil está fazendo a sua parte".

Ao se referir ao Haiti, o presidente defendeu a presença das tropas brasileiras naquele país e conclamou os participantes do Fórum a se engajarem na luta pela recuperação do país devastado pelo terremoto. "O Brasil ensinou ao mundo como manter uma força de paz sem ferir a soberania do povo haitiano e eu acho que de todas as resoluções que este Fórum tomar, a mais importante é que cada um de nós saiamos daqui com o compromisso de ajudar a reconstruir o Haiti, de ajudar aquele povo e é isso que o governo brasileiro está fazendo", finalizou o presidente.